O GLICH “aconteceu” em 2004

GLICH – Grupo Liberdade e Cidadania Homossexual de Feira de Santana fez uma festa rave de final de ano. A alegria da confraternização do “ Fique Sabendo” como se chamou a balada, tem uma justificativa de peso: o GLICH se firmou ao longo de 2004 como a mais atuante entidade de militância homossexual do interior da Bahia ou pelo menos, a que mais promoveu a visibilidade positiva do universo gay no sertão.

banquete na mansão Maria Quitéria foi todo especial e o buffet de uma beleza e encantamento, que fez muita gente não acreditar que não tenha sido produzido seguindo as sugestões dos rapazes e com tão pouco tempo de preparação. Na verdade, uma das coisas que mais tem chamado a atenção da militância baiana nos últimos anos tem sido a desenvoltura política e a tenacidade destes competentes sertanejos de Feira. Batalhadores incansáveis.

Parece que colocam emoção e profissionalismo no que fazem. O que resulta no reconhecimento e nos louros colhidos em diversas instâncias como nas secretarias de saúde – estado e município – e em projetos especiais tipo SOMOS, Fique sabendo e tantos outros.

Um diploma de honra ao mérito e especial foi entregue aos ilustres colaboradores – gays ou não – para com a causa do respeito ao cidadão GLSBT. O sentido de toda esta alegria de final de ano da agremiação feirense, fica por conta de várias conquistas no corrente ano. A primeira delas foi uma sessão solene na Câmara Municipal da Princesa do Sertão – Homenagem dos Vereadores à passagem do Dia Internacional do Orgulho Gay. Também por ter acontecido na segunda maior cidade da Bahia a Parada do Orgulho Gay com uma maior participação de público e de marketing competente e de organização perfeita. Tanto que também o Glich teve uma interferência vitoriosa na campanha do vereador eleito Renildo Brito – advogado do Grupo e que prestava assistência jurídica à homossexuais vítimas de discriminação.

Enquanto ONG que nasceu sob o signo da descrença no Movimento Homossexual local, dadas as circunstâncias tristes que envolveram lideranças oportunistas do passado. O Glich em pouco tempo recuperou o prestígio político e vem contribuindo de forma responsável para com a faceta do bem: abrindo canal de denúncia junto à organismos policiais quando da violência e da discriminação anti gay. Mantém em sua sede no centro de Feira um plantão anti Aids – sistematicamente formando por monitores treinados e divulgadores das ações de preservação da vida e da consciência cidadã com relação à AIDS e DSTs.

Também tem sido tarefa do GLICH estar antenado enquanto movimento de conscientização para com as necessidades da troca e do intercâmbio de informações. Tanto que junto a UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana tem participado de seminários, palestras e mesas redondas sobre o tema da Homossexualidade. Como também tem sido muitas as convocatórias e os convites para que o Glich se faça presente em colégios, bazares e associações outras a fim de propagar o “normal, legal e o natural” da condição homossexual.

Falar das tantas ações vitoriosas do GLICH dá prazer. Mas o melhor mesmo é ver de perto e estar em Feira de Santana, visitando o grupo e vendo o trabalho que fazem – inclusive tendo acesso à mídia do município – onde rotineiramente são citados e apontados tais militantes como partícipes das transformações sociais.

Mais sobre a festa nas palavras do presidente do Glich – Rafael Carvalho: “Noite de luxo, glamour, descontração e muita gente bonita, assim foi a rave “Fique Sabendo” que encerrou as atividades do Glich em 2004. A festa foi muito concorrida e muitas celebridades marcaram presença. Teve inicio a parte solene as 13:30h e durante toda a tarde o grupo homenageou com láureas de honra ao mérito alguns parceiros.

Depois foi servido a farto bufft com os mais finos doces e salgados, o espaço da mansão Maria Quitéria foi todo decorado com o tema da festa que fez alusão a campanha do Ministério da Saúde de incentivo do exame precoce do HIV um banner de 2,5 mostrando toda notoriedade do Glich em dois mil e quatro foi a sensação entre os convidados, 300 camisas foram vendidas e distribuídos para a participação dos membros e convidados, alem da distribuição de 400 bottons do “Fique sabendo” e 800 preservativos, e um grande stand de materiais informativos foi montado no espaço da festa.

A 00: 30h a boate começou a rolar com a melhor seleção da Dance music do Dj Bob, o stripper da sauna persona de Salvador – fêz às vezes de Gogo-boy e levou a galera ao delírio insinuando um fenomenal bumbum. Os shows de transformistas ficaram por conta das belíssimas artistas Duda Weshiley, Naomy Brasil e Stafany Spilberg.

Estava lá também o nosso muito querido Christy Helmayd – um ser de múltiplos talentos e dons – que sabe reconhecer quando “ todos nós temos o direito do lugar ao sol” , uma jóia de humanista e que está sempre colaborando e ajudando o movimento gay da cidade. Como também registramos a presença de vereadores eleitos e de outras autoridades do executivo da cidade.

Por volta de 1:00 da manhã já se fazia presente mais de 300 pessoas, outras tribos se uniram aos GLBTS, as Meninas Profissionais do Sexo da APROFS, a tribo dos roqueiros, artista, casais heterossexuais, e muita gente bonita. Feira de Santana ficou em estado de graça e os meninos do GLICH – felizes da vida pelo o sucesso inesperado da festa e do ano como um todo.”

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